ARTIGO

Repúdio aos que financializam a saúde mental

Nosso mandato assistiu com indignação e repúdio as manifestações de entidades médicas lideradas pelo Sindicato Médico do Rio Grande do Sul (Simers) e Conselho Regional de Medicina, entre outras, que reagiram de maneira extemporânea e completamente fora de contexto a respeito do grande evento ocorrido no município de Alegrete, a Parada Gaúcha do Orgulho Louco. Este evento chega a sua 5ª edição, e representa, junto ao Mental Tchê, criado em São Lourenço do Sul, exemplos de luta pela manutenção e promoção da reforma psiquiátrica no Rio Grande do Sul e no Brasil.

Infelizmente, não pude estar no evento por questões de saúde, mas quero manifestar nosso total apoio aos colegas deputados e deputadas que lá estiveram, e acima de tudo, reforçar a importância do evento e o empenho dos gestores, usuários do sistema de saúde do Alegrete e região, e especialmente a todos os militantes da causa da reforma psiquiátrica que lá estiveram. As manifestações, completamente equivocadas destas entidades, e a alusão objetiva que expressa uma enorme carga de preconceito com as pessoas que sofrem transtornos mentais, está revestida de um conteúdo e visão de tratamento e política pública que são antagônicas aos avanços e conquistas da luta da reforma psiquiátrica. Também expressa os interesses financeiros que possuem ao defender um tipo de tratamento e política pública que esconde as pessoas, discrimina e alija do convívio social aqueles que, segundo seus conceitos, são tidos como anormais.

Nós trabalhamos para que as conquistas estabelecidas pela reforma psiquiátrica se consolidem e avancem ainda mais. Não aceitaremos posições retrógradas como estas que assistimos, e partiremos para um debate franco e aberto em todos os espaços da sociedade para preservar e avançar no tratamento com liberdade, com inclusão, com humanização com respeito ao ser humano e promovendo a cidadania daqueles que possuem sofrimento mental (loucos).

Este seguimento que reage de maneira completamente extemporânea, precisa entender que a reforma psiquiátrica é lei, e que todos precisam segui-la. Quem militar contra ela, está infringindo a lei e aí sim, cometendo ilegalidade. O ocorrido só nos desafia a trabalhar com mais vigor, com mais intensidade e mais união para preservar e avançar no que conseguimos até agora.

Vamos aprovar na Assembleia Legislativa o projeto que inclui a Parada do Orgulho Louco no calendário de eventos do Estado, e lutar muito para que o atual governo não consiga seu intento de retroceder na política estadual de saúde mental. Para isso, apresentamos emenda no orçamento do Estado, destinando recursos para os residenciais terapêuticos. Peço apoio aos militantes que enviem correspondência à Comissão de Finanças, Planejamento, Fiscalização e Controle, pedindo sua inclusão, e também junto aos deputados de sua região.

VIVA A PARADA DO ORGULHO LOUCO!

VIVA O MENTAL TCHÊ!

VIVA A REFORMA PSIQUIATRICA!

Zé Nunes, Deputado Estadual

 

 

Publicado em 29/10/2015 às 16:29

Zé Nunes, Deputado Estadual

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