FINANÇAS RS

No TJ-RS deputados do PT alegam que

governo não paga salários em dia porque

não quer

Roger da Rosa

Roger da Rosa

Deputados da bancada petista na Assembleia Legislativa levaram ao presidente do Tribunal de Justiça do RS, desembargador Luiz Felipe Difini a preocupação com o constante parcelamento dos salários dos servidores públicos do estado. Nesta terça-feira(5), em quase uma hora de conversa, os parlamentares debateram no gabinete do presidente do TJ sobre medidas que garantam a prioridade do pagamento em dia dos servidores do Poder Executivo.

“Mostramos ao presidente do TJ que o comprometimento dos salários dos servidores ativos e inativos, em relação à Receita Corrente Líquida - o que o Estado arrecada -, representa 61%. Ou seja, o governo pode pagar os salários, mas opta, primeiro, em pagar outras despesas e depois os servidores. É um desprezo, um tapa na cara de professores, policiais e outras categorias. Não paga os servidores porque não quer”, insistiu Mainardi. Na audiência com Difini, também, participaram os deputados petistas, Tarcísio Zimmermann, Altemir Tortelli, Jeferson Fernandes e Zé Nunes.

Ao presidente do TJ, Mainardi e os outros deputados argumentaram que esses são números e não simples opiniões e que, agora, o que o governo está fazendo beira à humilhação. “R$350,00 são inaceitáveis", afirmou Mainardi. O valor de R$ 350 é a primeira parcela do salário do mês de agosto, paga semana passada aos servidores do Executivo. Essa é a 21ª vez consecutiva que o Governo Sartori parcela e não paga em dia os salários.

“Ao parcelar, o governo gera uma cadeia de inadimplência que agrava ainda mais a economia do Estado, na medida em que o funcionalismo fica impossibilitado de pagar o aluguel, a luz, a água, o transporte, o mercadinho, a farmácia e tantos outros serviços”, lembra o deputado Tarcísio Zimmermann.

Durante a conversa com Difini, os deputados do PT alegaram que o governo supervaloriza a crise financeira do estado. “O não pagamento em dia dos salários é uma opção política do Governo Sartori para dizer que não tem recursos e tem como finalidade não atender as demandas da sociedade. A reivindicação dos servidores foi colocada no patamar mais baixo da história recente do Rio Grande”, sustentou Mainardi.

Greve dos professores

Como os servidores estão com os salários atrasados e sem reajustes neste governo, já se calcula uma perda de 25 a 30% no poder de compra. Em função dos atrasos e de mais um parcelamento, os professores do estado decidiram, na manhã desta terça-feira, entrar em greve até que o pagamento de salários seja colocado em dia.

Em uma manifestação em frente ao Palácio Piratini com centenas de professores, a presidente do CPERS, Helenir Schurer afirmou: “Entramos em greve e quando voltaremos não sabemos. Primeiro, reivindicamos respeito. Queremos que o governo nos receba para negociar. Vamos organizar uma caravana por todas as escolas estaduais. Temos professores com cartões bloqueados, porque não têm dinheiro pra comprar pão. É vergonhoso”, protestou a dirigente sindical.

Helenir citou que “esse é o governo que não tem capacidade de pagar salários dos servidores, mas, no primeiro dia de sua gestão, concedeu 64% para todos os secretários de Estado”. Na próxima terça-feira, a categoria promete voltar a protestar em frente do Palácio Piratini.

Texto: Roger da Rosa (MTE 6956)

 

 

Publicado em 06/09/2017 às 10:25

Texto: Roger da Rosa (MTE 6956)

BANCADA / jeferson / mainardi / tarcisio / tortelli / zenunes

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