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CPI do Parcelamento dos Salários é

debatida ao vivo por parlamentares do PT

Roger da Rosa

Roger da Rosa

Na reunião da Bancada do PT, transmitida ao vivo pelo Facebook, nesta quarta-feira (27), o assunto em debate foi a proposta de instalação da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Parcelamento dos Salários dos servidores públicos do Estado, parcelados há 21 meses consecutivos e com anúncio de parcelamento já anunciado para o próximo mês. A proposta de CPI foi apresentada um dia antes pelas bancadas do PT, PSOL, PCdoB, junto com dirigentes sindicais de diversas categorias, e pretende investigar a realidade das contas e o fluxo de caixa do Governo Sartori.

A CPI foi proposta depois de discussões entre as bancadas e os representantes sindicais dos servidores, logo após o governo ter anunciado o pagamento de apenas R$ 350,00 como primeira parcela do salário de agosto. No debate desta quarta-feira via internet, participaram a líder da Bancada do PT, deputada Stela Farias e os deputados Tarcísio Zimmermann, Luiz Fernando Mainardi e Zé Nunes.

Durante a transmissão, Stela Farias disse que o pedido para instalar a CPI já arrancou com 14 assinaturas – dez do PT, dois do PCdoB, uma do PSOL e uma do PDT. São necessárias 19 assinaturas para a CPI ser instalada. De acordo com ela, a ideia com a CPI é “dar transparência aos números camuflados, pois não sabemos o que entra e o que sai de recursos”.

Tarcísio Zimmermann afirmou que “não tiramos a ideia de CPI da nossa cabeça. Estudamos números com as entidades e com nossas assessorias e chegamos a algumas conclusões. Primeiro, que governar é difícil, mas envolve opções. Segundo, não é verdade que a receita do Estado caiu. Ao contrário, cresceu com o Tarifaço de 2015, com o saque dos depósitos judiciais e com o não pagamento da dívida do Estado com a União”, enumerou o parlamentar.

Tarcísio apresentou uma tabela em que mostra números sobre o pagamento dos salários dos servidores no RS. “Poderíamos pegar uma série histórica, mas, vamos analisar apenas do ano de 2016 (Governo Sartori), comparado com 2014 (Governo Tarso). Em 2014, os salários consumiram 74% da receita corrente líquida, mas foram pagos em dia e sem parcelamentos. Já em 2016, consumiram 73% da receita líquida corrente e foram pagos com atrasos em quase todos os meses, além disso, o 13° sequer foi pago.”

O deputado Zé Nunes comentou que a decisão de constituir a CPI já vem sendo estudada há bastante tempo. Lembrou que, ano passado, “fomos ao Tribunal de Contas do RS porque tínhamos muitos suspeitas de que os números não fechavam e que o governo forçava uma situação para parcelar salários. Se o governo tem confiança nos seus números, que assine a CPI e apresente a sua versão”, desafiou o deputado.

O deputado Luiz Fernando Mainardi afirmou que Sartori superdimensiona o caos, cria um ambiente de terra arrasada ao não pagar os salários e leva os servidores públicos a não mais reivindicar reajustes ou aumentos salariais, mas os pagamentos de salários em dia. Tudo isso, na visão do parlamentar, “é para justificar a essência de seu governo neoliberal que é de Estado Mínimo, tendo como consequência o repasse das funções públicas para a iniciativa privada”.

As razões para a CPI do Parcelamento dos Salários - Reprodução

As razões para a CPI do Parcelamento dos Salários

Reprodução

Texto: Roger da Rosa (MTE 6956)

 

 

Publicado em 27/09/2017 às 17:57

Texto: Roger da Rosa (MTE 6956)

BANCADA / mainardi / stela / tarcisio / zenunes

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