CADEIA DO LEITE

Entidades reunidas no GT do Leite

decidem declarar estado de calamidade no setor

Deputado Zé Nunes (centro) coordenou reunião do GT leite - Vinícius Reis/Agência ALRS

Deputado Zé Nunes (centro) coordenou reunião do GT leite

Vinícius Reis/Agência ALRS

Representantes do setor lácteo decidiram declarar estado de calamidade no setor e intensificar a mobilização e ações junto à bancada federal gaúcha e ao governo federal pela adoção de medidas urgentes de enfrentamento à maior crise nas últimas décadas, que já afastou 25 mil famílias da atividade. “Estamos assistindo à falência da cadeia do leite no Rio Grande do Sul”, advertiu o deputado estadual Zé Nunes (PT), coordenador do Grupo de Trabalho do Leite, que se reuniu na manhã desta quinta-feira (05) na Assembleia Legislativa para analisar o cenário do setor produtivo e os desdobramentos após a primeira reunião do GT, realizada durante a Expointer.

A situação se deteriorou nas últimas semanas, com a queda de até oito centavos no preço médio pago ao produtor e há risco de quebradeira generalizada de agricultores, cooperativas e empresas. Em algumas regiões, produtores estão recebendo 66 centavos pelo litro do produto, que tem um custo de produção de R$ 1,27.

O Grupo decidiu formar uma comitiva que irá a Brasília na próxima semana para agendas com as bancadas do RS, SC e PR e com ministérios para apresentar reivindicações da cadeia produtiva. Entre elas, a aquisição urgente pelo governo federal de 50 toneladas de leite em pó para enxugar o excedente do mercado e o aumento expressivo de recursos para o Programa de Aquisição de Alimentos, que tem previsão de apenas R$ 750 mil para 2018.

Além disso, o setor lácteo exige a revogação definitiva de dois decretos estaduais que incentivaram a importação de leite em pó do Mercosul e que foram suspensos pelo governo Sartori até o dia 21 de novembro. Apesar disso, há excesso de produto no mercado e suspeitas de ingresso de soro, queijo e leite hidratado.

Também solicita a implantação urgente do sistema de cotas com o Uruguai, no limite de 3 mil toneladas, incluindo leite em pó, queijos e soro em pó; a investigação, pelo Ministério Público Federal, das importações do Uruguai, já que há fortes indícios de triangulação na venda do produto, envolvendo, supostamente, excesso de leite em pó da Europa e Nova Zelândia. O governo estadual encaminhou requerimento neste sentido ao Departamento de Defesa Comercial do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços. As entidades também defendem a redução das taxas de juros aos produtores, a criação de linhas de crédito com juros subsidiados em nível estadual e federal, a retomada das atividades do instituto Gaúcho do Leite e capitalização do Fundoleite.

Participaram da reunião representantes da Secretaria Estadual de Agricultura, Pecuária e Irrigação, da Associação Gaúcha de laticínios, Instituto Gaúcho do Leite, Fetag, Fetraf, Ministério da Agricultura, Sindilat, Unicafes, Cosulati, Sindicato dos Trabalhadores Rurais e Codevat.

Texto: Denise Ritter (MTE 5584)

 

 

Publicado em 06/10/2017 às 09:23

Texto: Denise Ritter (MTE 5584)

BANCADA / zenunes

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